segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Anti-heróis




Ainda bem que existe ficção. Louvados os livros e as séries e os filmes, por celebrarem os heróis, sejam eles super-dotados ou não! 
No mundo a que chamamos real, os heróis são tantos, que se banalizam; herói é apenas uma forma desenvergonhada de dizer mártir, geralmente anónimo.
Na ficção, o herói prevalece. Mesmo quando cai por terra, transforma-se em lenda e continua a ser fonte inspiradora.
Na não ficção, os heróis vivem o tempo suficiente para se esquecerem, eles próprios, do seu heroísmo. Quem quer salvar o mundo, ou pelo menos mudá-lo, passa mal. Porque, do lado de cá, são os vilões que comandam; são estes quem anula qualquer tentativa - por mais ténue que seja - de acto heróico. Os vilões não te permitem que sejas herói de ti próprio, nem da tua casa, nem dos teus filhos.
Ainda bem que existe ficção. Assim, pelo menos, os teus filhos poderão ter heróis e sê-los a todos, até tu seres aniquilado pelos vilões e a taxação dos sonhos recaia sobre eles. 

3 comentários:

  1. Com calma, e ainda tudo se consome. Mesmo os heróis.
    Vivam os heróis!! Ainda que de estórias nossas.
    Somos heróis quando nos atrevemos.
    Vemos heróis, caídos na teia é certo, ainda assim heróis..
    O meu pai é um herói. E o teu?
    Vivam os filmes, as séries e as ficções, e vivas tu.. porque te atreves.. Meu Herói!

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    1. Heroína que me corres nas veias! Não és droga; és Amor! Droga para tudo o resto!

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    2. Se isto é um vício, viva!! Viva!! Vida!!

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