sexta-feira, 28 de março de 2014

Cojonudo Raúl



Estarão certamente a par
De que, que por razão de seus dois,
Raúl era verdadeiramente ímpar
No que respeita a colhões.

O sangue que irrigava Raúl
Era mais azul que o da realeza.
Não fosse ele Sua Alteza
Da atitude.

Ora lisonjeira, ora rude.
Pois eram suas fossas nasais
Fatais receptores da cruel mostarda
Que a miúde jorrava sobre si.

Poder-se-ia então dizer
Que quanto mais não fosse,
Raúl era… sensível, vá,
A algumas opiniões.

Já em ocasiões diversas
Havia tratado da tosse
A fulanos, que de espertos,
Passaram a indizíveis cagões.

Raúl partiu a boca a muita gente.
Pernas, braços, costelas…
Partiu traves de madeira em cabeças
E vice-versa.

Mas um dia cansou de ser persa entre romanos,
E dessa feita, partiu atrás da felicidade.
Morreu passados dois anos,

Porque não sabia ser feliz.

1 comentário: