António José aprendeu uma palavra nova na escola, na disciplina de Ciências: Escroto.
Involuntariamente mais ou menos atento às notícias - como muitos outros mancebos da sua idade, que jantam com seus pais à hora do Telejornal -, apercebeu-se de que vai haver aí um qualquer "escrotínio" com europeias à mistura. Para um jovem daquela idade, não eram apenas as borbulhas que despoletavam, mas também o desejo. Como tal, para alguém que até há bem poucas horas transportara dois tomaticos num saco, e se via agora munido de portentoso escroto, um "escrotínio" com europeias só podia ser coisinha por demais apetecível!
Os sonhos de António José iriam terminar, ou, pelo menos tornar-se mais enxutos aquando da aula de Português dedicada às palavras homófonas.
O pobre rapaz, sem idade para votar, nem tampouco voto na matéria, sentiu sua desinflada coquilha regressar à condição de saco meio roto, qual escroto?
Subitamente despido de uma boa estufa para a maturação de tão verdes tomatinhos, talvez um dia António José saia vencedor de um escrutínio!

Demasiado escrotinado, este mancebo!! ;)
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